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Voltar Pesquisa irá mapear inovação nos tribunais e subsidiar Plano Nacional de Inovação

O objetivo do levantamento é mapear o cenário de inovação nos tribunais e identificar a visão e a experiência desses órgãos sobre a maturidade do tema na Justiça.

Pesquisa de Diagnóstico da Capacidade Institucional para Inovação do Poder Judiciário

Pesquisa de Diagnóstico da Capacidade Institucional para Inovação do Poder Judiciário

Uma pesquisa lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) irá mapear o cenário de inovação nos tribunais e identificar a visão e a experiência desses órgãos sobre a maturidade do tema na Justiça. Esse levantamento irá subsidiar, ainda, a elaboração do Plano Nacional de Inovação, instrumento que visa implementar a Política de Gestão da Inovação no âmbito do Poder Judiciário.

O diagnóstico será realizado a partir das respostas coletadas em dois questionários, que tratam das competências analíticas, operacionais e políticas que impactam o potencial de inovação nos órgãos judiciários. Além disso, serão realizadas, em momento oportuno, entrevistas com gestores de tribunais selecionados.

O primeiro questionário é direcionado a servidores e servidoras, colaboradores e colaboradoras e magistrados e magistradas do Poder Judiciário e avalia temas como a percepção dos profissionais em relação à inovação, à participação em iniciativas e projetos inovadores e à realização de cursos na área. Já o segundo é direcionado a profissionais que atuam ou já atuaram em laboratórios de inovação, com o objetivo de compreender a atuação dessas unidades e mapear suas contribuições para a capacidade da instituição em inovar.

Os laboratórios de inovação integram a estrutura de tribunais e voltam-se à construção de soluções que gerem impactos positivos na prestação do serviço a cargos dos órgãos do Poder Judiciário. De acordo com levantamento do CNJ, em dezembro de 2021, existiam 76 laboratórios de inovação em 66 dos 90 tribunais.

A participação é anônima e voluntária e o tempo de preenchimento estimado é de 20 minutos. As contribuições podem ser enviadas até 19 de dezembro. Acesse a Pesquisa de Diagnóstico de Capacidade Institucional de Inovação no Poder Judiciário – Para magistrados, servidores e colaboradores e o link para o formulário da Pesquisa – Formas de atuação dos laboratórios de inovação do Poder Judiciário – Para profissionais que atuam/atuaram nestas unidades.

Termômetro da inovação

Para Lívia Peres, juíza auxiliar da Presidência do CNJ e integrante do Comitê Gestor Nacional da Inovação no Poder Judiciário, essa pesquisa será o termômetro da inovação no Poder Judiciário. “É indispensável compreender como a inovação está presente no cotidiano dos órgãos judiciários e como vem sendo concebida e trabalhada por seu corpo funcional. Precisamos medir para traçar as estratégias de valorização e fortalecimento da política judiciária da inovação, a qual tem por elemento central a pessoa humana”, explica. “A participação de todas e todos é fundamental para enriquecer a percepção sobre o tema, diagnosticar o estágio da inovação nos diferentes segmentos da Justiça e impulsionar o Plano Nacional de Inovação do Judiciário”, convida.

A pesquisa foi desenvolvida pelo CNJ em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), no âmbito do Programa Justiça 4.0, e com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (URFN). Para o professor Hironobu Sano, coordenador da pesquisa na UFRN, a compreensão de como o Poder Judiciário vem lidando com a temática da inovação permitirá identificar práticas atuais, resultados alcançados e potencialidades. Também poderá indicar fragilidades e barreiras que demandam atenção e podem ser mitigadas. “É uma oportunidade dar visibilidade e valorizar as boas práticas dos tribunais e contribuir para o aprimoramento dos serviços judiciários à sociedade”, destaca.

Inovação no Judiciário

De acordo com a Meta Nacional 9, aprovada no 16º Encontro Nacional do Poder Judiciário, os tribunais têm o compromisso de estimular a inovação em 2023, implantando um projeto oriundo do laboratório de inovação, com avaliação de benefícios à sociedade e relacionado à Agenda 2030. Essa meta alinha-se com a Política de Gestão da Inovação no Poder Judiciário, instituída em 2021, que estabelece os princípios da gestão de inovação e orienta a difusão da cultura de inovação nos órgãos judiciários, bem como cria, oficialmente, a Rede de Inovação do Poder Judiciário (RenovaJud).

A inovação no Judiciário tem sido especialmente fomentada pelo CNJ desde 2018, quando aderiu à Agenda 2030 e promoveu sua institucionalização no âmbito do Poder Judiciário. “É nosso dever fazer, da inovaçã,o uma política permanente no Judiciário e, por isso, a inovação é uma das metas já definidas pelo CNJ para os próximos anos”, afirma a conselheira Salise Sanchotene. Ela é presidente da Comissão Permanente da Comissão de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e coordenadora do Liods/CNJ. “A Renovajud crescerá pelo engajamento de novos agentes da inovação nos laboratórios da rede e, assim, potencializará a criatividade no âmbito do Poder Judiciário e a expansão da centralidade do ser humano nos processos criativos do design thinking”.

A plataforma da Rede de Inovação do Poder Judiciário (Renovajud) foi lançada para estimular o compartilhamento de ideias, projetos e ações inovadoras relacionados à Agenda 2030 entre os integrantes da Renovajud e viabilizar o cumprimento da atribuição do Liods/CNJ de mapear os laboratórios de inovação e as iniciativas existentes no Poder Judiciário. A nova plataforma repaginou e deu nova concepção àquela inaugurada em 2020 e poderá ser visualizada por toda a sociedade. Os laboratórios de inovação alimentarão a plataforma até o final do mês de janeiro de 2023.

Além disso, na última edição do Prêmio CNJ de Qualidade, foi incluído um critério que estimulou a capacitação de laboratoristas, a implantação dos laboratórios e a realização de projetos de inovação. “A inovação é importante ferramenta para aperfeiçoar os serviços que o Judiciário presta à sociedade e que estão contemplados nos ODS da Agenda 2030. Tanto as inovações incrementais quanto as inovações disruptivas, como as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Programa Justiça 4.0, atuam na promoção do acesso à Justiça a todos que almejamos”, afirma a coordenadora da Unidade de Governança e Justiça do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Moema Freire.

Justiça 4.0

O Programa Justiça 4.0: Inovação e Efetividade na Realização da Justiça para Todos tem a finalidade de promover o acesso à Justiça por meio de ações e projetos desenvolvidos de forma colaborativa. Além de ser grande catalisador da transformação digital do Judiciário, o Justiça 4.0 agrega iniciativas para aprimorar a prestação jurisdicional que não necessariamente envolvam o desenvolvimento de tecnologias.

Além do CNJ e do Pnud, o Justiça 4.0 é apoiado pelo Conselho da Justiça Federal (CJF), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fonte: Agência CNJ de Notícias

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