Saúde em Dia: entenda o que é verdade ou mito sobre a depressão

Em: 14 de Março de 2019 às 06:37 PM

Caracterizada por tristeza incapacitante, indiferença afetiva, angústia, irritabilidade e ansiedade, a depressão é um transtorno de humor intenso e duradouro que prejudica o indivíduo acometido em suas relações intra e interpessoais.

Atualmente, o distúrbio afeta mais de 11,5 milhões de brasileiros, o equivalente a 5,8% da população nacional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com maior prevalência da depressão da América Latina e o segundo maior do continente americano, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

A depressão será o primeiro tema abordado na editoria “Saúde em Dia”, que terá a colaboração de médicos, de psicólogos e de outros profissionais de saúde vinculados à Secretária de Saúde do TST para tirar dúvidas de servidores e colaboradores.

Nesta matéria, as perguntas foram respondidas pela psicóloga Fabíola Izaias com o objetivo de esclarecer os principais pontos e para desconstruir os mitos sobre depressão.

1. Existem tipos e graus diferentes de depressão

Verdade. Os episódios depressivos podem ser categorizados como leve, moderado ou grave, variando de acordo com a quantidade e a intensidade dos sintomas apresentados. O modo com que o episódio depressivo afeta o funcionamento do acometido também é um fator classificatório.

Os sintomas também definirão qual é o tipo da depressão. Por exemplo, na depressão ansiosa, os sintomas são acompanhados por manifestações de ansiedade e inquietação motora e psíquica. Na depressão psicótica, delírios e perturbações mentais podem acompanhar os sintomas depressivos.

2. Os sintomas da depressão são inteiramente psicológicos

Mito. A depressão também pode apresentar sintomas somáticos, como a fadiga fácil e constante, desânimo, insônia ou hipersonia quando o paciente dorme em exagero, perda ou aumento do apetite, distúrbios gastrointestinais, diminuição da libido e disfunções na ereção ou no orgasmo. Ideações negativas sobre a própria imagem, pessimismo exagerado, baixa autoestima, vergonha de si e autodepreciação, além do surgimento de déficit de atenção e concentração, também são alguns dos sintomas que podem ser apresentados em quadros depressivos.

3. Se alguém da minha família teve depressão, pode ser que eu também desenvolva

Verdade.  A hereditariedade deve ser alvo de atenção, no caso da depressão. Entretanto, é importante compreender que a patologia é um fenômeno complexo e multicausal. Portanto, faz sentido pensar que tanto os fatores hereditários quanto os fatores ambientais  como situações traumáticas, estresse, desequilíbrios hormonais, são determinantes para o desenvolvimento de um quadro depressivo. Os fatores ambientais são importantes, pois são eles que possibilitam, a partir de intervenções, o tratamento e a prevenção da depressão.

4. A depressão tem cura

Depende. A depressão tem tratamento, que pode levar desde a melhora significativa até a remissão completa dos sintomas. Há também pacientes que apresentarão apenas um episódio depressivo durante toda a vida. O prognóstico deve ser feito caso a caso, e o rápido início do tratamento, bem como a persistência nele, serão fundamentais para a obtenção de bons resultados.

5. Oferecer ajuda a alguém que suspeito que esteja depressivo é importante

Verdade. O acolhimento e a compressão de amigos e familiares são de grande importância, mas não suficientes para tirar o indivíduo do quadro depressivo. Ele precisa ser incentivado a buscar tratamento qualificado, mas o estímulo e o suporte das pessoas que o cercam têm papel fundamental no sucesso do tratamento. É importante ressaltar que os comportamentos característicos da patologia não são um ato de escolha da pessoa, ou seja, não se trata de “falta de força de vontade".

Prevenção

A Divisão Médica do Tribunal Superior do Trabalho oferece, atualmente, serviço de acolhimento psicológico que tem, como função, realizar diagnóstico inicial do quadro apresentado pelo servidor, ou de seus dependentes, e sugerir uma condução para o tratamento e indicar um profissional do plano de saúde para acompanhar o paciente.

A psicóloga Fabíola Izaías afirma que em qualquer suspeita ou presença de sintomas, deve-se procurar ajuda imediatamente. “Um dos motivos é o fato de que, quanto mais cedo ocorre o diagnóstico e a intervenção terapêutica, melhores podem ser os resultados do tratamento”, afirmou.

Em situações específicas, o servidor pode vir a ser acompanhado no próprio serviço de psicologia do TST. O ramal para marcação de entrevista é o 7493. Dúvidas também podem ser tiradas pelo e-mail psicologia.agendamento@tst.jus.br

Saúde em Dia

Na próxima matéria da editoria “Saúde em Dia” abordaremos ‘A importância da atividade física para o trabalho’. Caso tenha questionamentos e perguntas relacionados à importância da prática esportiva, encaminhe para o e-mail da Secretaria de Comunicação Social (SECOM): secom@tst.jus.br.

(Igor Tarcízio/TG)

 

 

 

 

Última Modificação: 14 de Março de 2019 às 06:40 PM

 


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