60,39% das servidoras do TST conciliam a maternidade com a carreira

Em: 13 de Março de 2019 às 06:33 PM

Conciliar a maternidade com a carreira profissional é uma realidade das mulheres do século XXI. O apoio das empresas, principalmente durante a fase da primeira infância, contribui para melhorar o relacionamento entre mães e filhos e, consequentemente, ter trabalhadores mais engajados e mais produtivos na instituição.

Nesse sentido, o Great Place To Work (GPTW), que anualmente prepara rankings para avaliar as melhores empresas para trabalhar, passou a medir em janeiro de 2019 o nível de responsabilidade das companhias nacionais com os trabalhadores que têm filhos pequenos, levando em conta benefícios que vão além daqueles garantidos por lei.

TST

Atualmente, das 1.101 servidoras em atuação no Tribunal Superior do Trabalho, 60,39% conciliam a carreira com a maternidade. E promover a qualidade de vida das servidoras que já são mães também é uma prioridade do TST. Entre as ações promovidas recentemente está o ato do presidente, ministro Brito Pereira, instituindo o Programa de Assistência à Mãe Nutriz, em março de 2018. Para incentivar o aleitamento materno, as servidoras que estiverem amamentando terão jornada de trabalho reduzida para seis horas até o último dia do mês em que a criança completar dezoito meses de vida.

“Além de permitir que a criança receba o alimento mais completo em nutrientes e sais minerais durante todo o período de amamentação, a medida visa a promover a integração da mãe com a criança e a oferecer oportunidade e estímulo para o pleno, natural, seguro e feliz desenvolvimento socioafetivo da criança”, frisou o ministro Brito Pereira na época.

Outro benefício concedido é o Berçário do TST para os filhos de servidores e magistrados. Essa medida visa proporcionar um ambiente saudável e locais destinados à amamentação durante o expediente. “É um facilitador para as mães-servidoras. E em qualquer alteração de saúde, de humor, de instabilidade e de segurança da minha filha Marina, posso descer e dar uma atenção especial a ela”, descreve  Louise Nicácio, servidora do Gabinete do Ministro Maurício Godinho Delgado (GMMGD).

Mãe de primeira viagem, ela conta que os benefícios do TST facilitam conciliar a maternidade com a rotina de trabalho. “Essas comodidades são um verdadeiro alívio para nós mães”.

O TST também oferece vagas especiais de estacionamento para as condutoras gestantes ou acompanhadas de filhos até os dois anos de idade. As vagas ficam no estacionamento interno do bloco A.

Mãe de seis

Mãe do Bernardo, da Ana Clara, da Maria Cecília e do Tomás, da Angélica e também do Túlio, a servidora Lívia Ghesti Dias, da Coordenadoria Processual (CPROC), é uma das 665 mães que conciliam o trabalho e a especial tarefa de ser mãe.

Lívia relata que não fazia parte dos seus planos ter uma família grande, mas que, juntamente com o marido, aceitou todos aqueles que vieram. “Cada nascimento de um filho era mais uma benção dentro do meu lar”, conta.

Para ela, o TST auxilia na flexibilização da carga-horária e com a assistência odontológica para os filhos.

Benefício indireto

Outro benefício indireto é a prorrogação da licença paternidade ser condicionada à participação em programa sobre paternidade responsável. De acordo com o documento, editado pelo presidente do TST, ministro Brito Pereira em outubro do ano passado, para que os servidores possam usufruir de até 20 dias de licença, além de formular o requerimento até dois dias úteis depois do nascimento da criança (o que já era exigido antes), será necessária a comprovação de participação em programa ou atividade de orientação sobre paternidade responsável. 

Para a servidora Thaís Medeiros, lotada na Secretaria de Comunicação Social do TST, o curso foi fundamental para que o companheiro Diogo de Almeida Sartori, servidor do Gabinete do Ministro Emmanoel Pereira, ajudasse nos primeiros cuidados com o bebê.

“As orientações transmitidas no curso ajudaram muito. Ele sabia até mais do que eu”, brinca a servidora. “Ele me ajudou desde o nascimento e até me deu dicas sobre a amamentação e os cuidados diários”, narrou.

A servidora também declarou que o programa não demanda muito tempo e que possibilita uma nova visão da paternidade para os pais novatos. Thaís e Diogo são pais do Danilo, que tem 40 dias de vida.

(Igor Tarcízio/TG Fotos: Giovanna Bembom)

Última Modificação: 13 de Março de 2019 às 06:39 PM

 


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